domingo, 2 de dezembro de 2007

Deepak Chopra e a morte física

Chopra escreve: "Na minha infância, o mais mágico era a transformação. A morte em si era vista como uma breve paragem numa viagem interminável da alma que podia transformar um mendigo em rei e vice-versa. A possibilidade de vidas infinitas se prolongarem para a frente e para trás era ainda mais cativante por cada alma poder percorrer centenas de céus e de infernos (...) Uma gota de chuva transforma-se em vapor, que passa a fazer parte de uma nuvem e cai em forma de chuva entranhando-se profundamente no solo, reemergindo como uma nascente borbulhante que se transforma num regato, depois num rio, que flui para o mar. Podemos dizer que a gota de água morreu? Em cada estado, é a mesma gota de água numa expressão diferente. A ideia de que tenho um corpo fixo trancado no espaço e no tempo é claramente uma miragem se as gotas de água do meu corpo tivessem sido oceano, nuvem, rio ou regato na véspera. Continuo a recordar este facto quando os grilhões da vida quotidiana se tornam demasiado apertados".
E também afirma: "Nas religiões ocidentais tradicionais, a outra vida é encarada como um lugar que existe no espaço e no tempo. O céu, o inferno, o purgatório ou qualquer outro domínio da outra vida residem numa região distante qualquer, para lá do nosso mundo quotidiano. Na Índia da minha infância, a outra vida não era um local físico, mas um estado de consciência, um plano de existência entre os muitos milhões nos quais o cosmo celebra a sua existência."

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