terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O Homem da pasta preta

Entrou num Banco, o Homem da pasta preta, com um ar importante e exigiu falar com o Gerente com aquela voz exclusiva dos muito arrogantes e autoritários. O poder emanava de toda a sua atitude, dos sapatos impecáveis, do seu fato obviamente caro, do olhar duro e observador. O Gerente, solícito, levou-o para um gabinete privado, onde poderiam falar de modo mais reservado. Perguntou-lhe em que poderia ajudá-lo e o Homem da pasta preta disse que pretendia um empréstimo. Mas não seria um empréstimo qualquer. Seria na ordem de alguns milhares de euros para um investimento que se pretendia ser um negócio avultado. Tentando obter mais detalhes, o Gerente, confuso, pediu documentos, declarações, estudos económicos, dados contabilísticos e outros que tais. Furioso, o Homem da pasta preta levantou-se, disse que não, iria a outro lado, não o entendiam ali, era uma pessoa muito importante, não esperava aquele atendimento, tinha muita pressa... O Gerente desculpou-se, disse - sabe, são as regras deste Banco, teremos de analisar a sua proposta. E voltou a insistir na necessidade de apresentação de mais detalhes da operação. O Homem da pasta preta levantou-se e saiu impaciente, sem querer ouvir as explicações que o Gerente, um pouco atordoado, ia dando pelo caminho, acompanhando-o até à porta.
Passado umas semanas, o Homem da pasta preta voltou àquela filial bancária. Com o mesmo olhar duro, a mesma atitude de quem não pode esperar e pediu novamente para falar com o Gerente. Sentaram-se num gabinete e o Homem da pasta preta pediu um empréstimo. Mais pequeno, desta vez, para fazer face a algumas despesas extra do tal investimento importante. O Gerente voltou a pedir algumas garantias para o Banco poder estudar o pedido. Acabrunhado, desta vez, o Homem da pasta preta informou que não as tinha. E lá foi desfiando algumas escassas informações: que os sócios do tal investimento lhe tinham pedido algum dinheiro para ele entrar também, mas que nesta altura não estava com liquidez de capitais próprios suficiente. Após mais alguma insistência simpática do Gerente, o Homem da pasta, com um ar cada vez mais desesperado, contou finalmente a sua vida: que tinha ficado viciado no jogo da Bolsa, efectuado algumas manobras menos lícitas para angariação de mais dinheiro, com perdas sucessivas, e que, passado pouco tempo, tinha sido demitido do seu cargo importante, que os poucos amigos lhe tinham virado as costas, a mulher tinha até exigido o divórcio e pedia agora uma pensão de alimentos astronómica, os filhos adolescentes estavam do lado da mulher, pois claro, e tinha levado os seus vários fatos feitos à medida e os seus inúmeros sapatos e todas as suas gravatas caras do grande apartamento familiar, dormia agora num modesto hotel de Lisboa, mas estava aflito, já tinha gasto os seus recursos, não pagava a conta há um mês e ameaçavam despejá-lo, não encontrava trabalho em lado nenhum, já não estava a ficar novo, quase 55 anos, bem vê, é uma situação difícil. E a vergonha, meu Deus, que suplicio! Que já tinha pensado matar-se mas que sempre tinha achado que esse era o refúgio dos fracos, estava tão desesperado, nunca se tinha visto em tal aperto...
O Gerente acompanhou-o bondosamente até à porta, também era pai de filhos e nem queria pensar em imaginar-se em tal situação, e gentilmente foi-o aconselhando-o a começar a procurar talvez um trabalho mais modesto, noutra área profissional, quem sabe, conseguisse livrar-se desta aflição, e depois, com mais tempo, progrediria para outra actividade. O Homem da pasta agradeceu-lhe educadamente, antes de sair, era mesmo isso, só precisava naquele momento de ouvir uma palavra amiga, o Gerente nem sabia o bem que lhe fazia, ninguém lhe falava assim há tanto tempo...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Para onde vais? ...

Para onde vais? Shiu, não foi isso que eu te perguntei, não atropeles as palavras que eu não sou nenhum polícia, apenas te peço, ouve-me, vou voltar a perguntar-te: para onde vais? Qual é o destino que te empurra, com essa pressa tamanha, esse teu jeito de quem está sempre de mau humor, as costas muito direitas, os saltos altos a pisarem o empedrado com ganas de o partir, o sorriso fechado, a pele pálida habilmente disfarçada, uma fenda no olhar e sempre mais depressa, que o tempo é tão diminuto...
Para onde vais? Schiu, cala-te! Nada de explicações, ou melhor, explica-te, mas devagar, saboreia antes este pensamento - para onde vais? -, tu, sim, estou a perguntar-te agora, antes que seja tarde demais, sei que tens muito trabalho, a empresa onde entraste é tão exigente como uma jovem loba, os familiares também não te dão descanso, eu percebo, e o teu novo namorado a reinvindicar-te mais momentos de aconchego, as tuas melhores amigas pedem compreensão e tempo para as suas (in)confidências femininas, eu até entendo. Mas e tu? Já sabes para onde vais? Tens rumo certo, direcção definida, um propósito maior para a tua vida? Lembras-te, há muito tempo atrás, dos teus sonhos por concretizar, dos teus ideais para defender? Não...?!
Deixaste-te sentar, ficaste como que amarfanhada na cadeira, tão encolhida que nem te reconheço, de semplante subitamente frágil, e dizes-me agora que a tua existência foi atropelada, empurrada, amassada e (deso)orientada sempre pelos outros, pela familia, pela sociedade, até pela tua ambição, e está toda baralhada, furada, sem um padrão...? E que só hoje percebeste que afinal não caminhas para lado nenhum porque não sabes sequer qual é o teu caminho, minha pobre querida, e que te sentes tão confusa e tão perdida como uma simples criança...

Comunicar com o seu anjo da guarda - do Livro de Haziel

Haziel é o pseudónimo cabalístico usado pelo autor François Bernad-Termés nas suas obras sobre os Anjos da Guarda. Nascido em Gerona, na Catalunha, é um dos mais respeitados especialistas em estudos esotéricos em geral e em angelografia em particular.
Excerto:
..."Durante um período muito longo, o Homem manteve contacto com o Mundo Astral que acabava de abandonar. Era guiado pelo seu Anjo da Guarda, um pouco como nós guiamos os nossos animais domésticos actuais. Os Anjos da Guarda tinham adquirido (têm), não somente a auto-consciência mas também a Consciência Criadora. Os Anjos da Guarda eram os nossos mestres, os nossos conselheiros, os instrutores naquela fase de evolução na Terra; ensinavam-nos a melhor maneira de agir, a mais útil a nós mesmos, ao próximo e à Obra Divina. Eis a primeira ajuda que recebemos dos Anjos da Guarda: eles conhecem-nos muito bem.
Para receber os conselhos dos Anjos da Guarda, o Homem devia voltar ao Mundo que acabava de deixar e só lhe era possível realizar isso durante a noite, quando o seu corpo dormia. Durante o sono, o corpo Astral (o corpo de Desejo, Emocional, Sensível) do Homem situa-se no mundo Astral. É lá que ele podia - que ele pode -, dialogar se desejasse - se o deseja -, com os Seres Superiores que eram os seus Mestres, os Anjos da Guarda.
É, pois, nos sonhos que os Anjos da Guarda falam aos Humanos.
(...) o fogo de uma vela pode acender milhares de outras sem perder o seu brilho. É assim que a Chama Luminosa do Anjo da Guarda pode acender a nossa própria Luz. A parte elevada, espiritual, divina, de que somos portadores, deve tornar-se activa pela acção material, pelo estudo e pela Oração, pois é então que o Anjo da Guarda (respeitando sempre a nossa vontade e livre arbítrio) nos orientará para o sucesso espiritual e material.
(...) as diferentes Invocações e Orações dirigidas aos Anjos da Guarda, neste livro, e nas minhas obras anteriores, transmitem energias espirituais (e também mentais e emocionais). Mas, não se trata, somente, de pronunciar algumas palavras à pressa. É preciso juntar-lhes a intenção, o desejo profundo de obter o que se pede; é preciso um esforço e um amor. E, neste caso, a Invocação é amais poderosa fonte de energias de que dispõe o ser humano que deseja encontrar a Paz e a Felicidade. Mas, logo à partida, desde a Comunicação directa com o nosso Anjo da Guarda, as orações, as Invocações não devem ser de súplica ou de petição, mas de agradecimento, de acção de graças. Agradecer de todo o coração ao Anjo da Guarda pelos bens recebidos.
(...) A Comunicação com o nosso Anjo da Guarda vai permitir-nos viver com o que há de melhor, de mais elevado, em nós. Teremos a possibilidade de penetrar níveis internos mais espiritualizados. Pois o ser humano, embora seja espírito e matéria, existe graças às relações entre estas duas naturezas. Os sentimentos, os pensamentos e os actos serão mais espirituais ou mais materiais de acordo com o factor dominante nesta relação."
http://www.eurovoyance.com/cgi-bin/librairie/rayons.php3?IdCategorie=735

"Nosso Lar" II - Livro de Francisco C. Xavier

Excerto do livro mais lido do médium Francisco (Chico) Xavier, um dos mais poderosos e famosos que existiu em todo o Mundo (breve explicação: um médico, o espírito André Luiz, morre e durante muito tempo vagueia pelos umbrais dos desencarnados, uma viagem sem rumo, no meio de paisagens etéreas pardacentas, sombras disformes e súplicas horrendas até que outro espírito benfeitor o resgata e o leva para uma colónia de espíritos que estão em recuperação, denominada Nosso Lar... ):
- "Nosso Lar" não é estância de espíritos propriamente vitoriosos, se conferirmos ao termo a sua razoável acepção. Somos felizes porque temos trabalho; e a alegria habita cada recanto da colónia, porque o Senhor não nos retirou o pão abençoado do serviço.
Aproveitando a pausa mais longa, exclamei sensibilizado:
- Continue meu amigo, esclareça-me. Sinto-me aliviado e tranquilo. Não será esta região um departamento celestial dos eleitos?
Lísias sorriu e explicou:
- Recordemos o antigo ensinamento que se refere a muitos chamados e poucos escolhidos na Terra.
E vagueando o olhar no horizonte longínquo, como a fixar experiências de si mesmo no painel das recordações mais íntimas, acentuou:
- As religiões, no planeta, convocam as criaturas ao banquete celestial. Em sã consciência, ninguém que se tenha aproximado um dia, da noção de Deus, pode alegar ignorância nesse particular. Incontável é o número de chamados, meu amigo; mas, onde os que atendem ao chamado? Com raras excepções, a massa humana prefere aceder a outro género de convites. Gasta-se a possibilidade nos desvios do bem, agrava-se o capricho de cada um, elimina-se o corpo físico a golpes de irreflexão. Resultado: milhares de criaturas retiram-se diariamente da esfera da carne em doloroso estado de incompreensão. Multidões sem conto erram em todas as direcções nos círculos imediatos à crosta planetária, constituida de loucos, doentes e ignorantes.
Notando-me a admiração, interrogou:
- Acreditaria, porventura, que a morte do corpo nos conduziria a planos de milagres? Somos compelidos a trabalho áspero, a serviços pesados e não basta isso. Se temos débitos no planeta, por mais alto que ascendamos, é imprescindível voltar, para rectificar, lavando o rosto no suor do mundo, desatando algemas de ódio, e substituindo-as pelos laços sagrados de amor. Não seria justo impôr a outrém a tarefa de mondar o campo que semeámos de espinhos com as próprias mãos.
Abanando a cabeça, acrescentava:
- Caso dos muito chamados, meu caro. O Senhor não esquece homem algum; todavia, raríssimos homens o recordam."
http://geal-ba.blogspot.com/2007/06/biografia-de-andr-luiz.html

"Nosso Lar" I - Livro de Francisco C. Xavier

"Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?"

sábado, 19 de janeiro de 2008

Origens da crença na reencarnação - segundo Joanne Esner

"A crença na sobrevivência da alma depois da morte do corpo não data de hoje. Mesmo se começamos a redescobri-la no Ocidente, é uma parte integrante da tradição religiosa oriental pelo menos há 4000 anos. Segundo os mais antigos manuscritos que foram encontrados, seria originária do norte da Índia e ter-se-ia estendido por toda a Ásia, compreendendo a Ásia menor.
No Oriente, a doutrina do renascimento é inerente á própria vida. Os orientais consideram o homem como um espírito, que progride ao longo da vida, morte e renascimento (...) o que os preocupa é o modo de reduzirem a sua ligação ao «mundo de baixo», de se libertarem do ciclo incessante de nascimentos, de alcançarem a iluminação, a libertação da alma, o nirvana. Não se trata de um afastamento do mundo sofredor para viver na beatitude perfeita, como acreditaram certos autores ocidentais. Trata-se de progredir enquanto espírito, no seio da luz divina, sem nunca mais sentir o desejo de se separar dela.
Os Vedas são os textos sagrados mais antigos sobre este assunto que chegaram até nós. Constituem os primeiros documentos literários da Índia, redigidos em sânscrito arcaico. Foram escritos no Tibete, antes dos indianos terem chegado á Índia numa migração iniciada na Ásia central. Estes Vedas são anteriores em alguns séculos à filosofia grega e precedem igualmente a Torah, o livro sagrado do povo judeu (...). Foram provavelmente escritos cerca do ano 1500 a.C. Já aí se encontram as orações pelas pessoas defundas e alusões às infelicidades resultantes dos nascimentos múltiplos.
(...) Porque é que a Igreja não ensina a reencarnação?
Inúmeros cristãos defendem que não se pode crer na Ressurreição e na Reencarnação. Para eles, as duas coisas são incompatíveis. No melhor dos casos, limitam-se ao silêncio sobre o assunto ou, então, chegam ao ponto de afirmarem que não é possível dizer-se que se é cristão se se acredita na reencarnação. Raros são aqueles que tentam informar-se sobre a doutrina das vidas sucessivas, sobre os grandes cristãos que as professaram ou sobre as duas coisas. Citarei apenas a resposta que lhes fornece o metafísico cristão e extraordinário professor de teologia, Emmet Fox, no seu «Sermon sur la montagne» : «alguns cristãos observarão que esta lei da retribuição é de origem budista ou hindu e não cristã. É um facto que é ensinada pelos Budistas e pelos Hindus. É igualmente verdade que os orientais as compreendem melhor do que nós, o que não quer dizer que seja pertença deles, significando antes que as igrejas cristãs negligenciaram a explicação aos seus fiéis de um ponto fundamental dos ensinamentos de Jesus. Aos que objectam que não se trata de uma lei cristã (...) diremos que Jesus a ensinou da maneira mais directa e mais categórica, quando disse: «Não julgueis para que não sejais julgados; porque do modo como julgardes sereis vós próprios julgados, e é na forma como servis que sereis servidos». Quando penetramos no Evangelho, podemos libertarmo-nos. O Karma só é inexorável para aqueles que recusam terminantemente a oração. A partir do momento em que começarmos a orar, começamos a elevar-nosa acima do Karma. Anulamos gradualmente as consequências incómodas dos nossos erros passados. Para cada um dos nossos erros, devemos ou suportar as consequências, isto é, expiar ou então redimirmo-nos pela evocação da Presença Divina. Quando a oração ou o tratamento espiritual forem suficientemente eficazes para fazer do pecador um homem novo e destruir nele o desejo de recair no pecado, então está salvo. A sua punição está redimida porque Cristo é mestre do Karma».
Do Livro de Joanne Esner, "O Fantástico Mundo da Reencarnação - Guia do renascimento interior" - Pergaminho.
http://www.emmetfox.net/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Emmet_Fox
http://www.portaldareencarnacao.com/

A Memória

"De um modo que a medicina mal começa a entrever, a memória de um célula morta parece ser capaz de sobreviver à própria célula".
Deepak Chopra
http://www.chopra.com/

domingo, 13 de janeiro de 2008

A vida no corpo

A vida não é dada a ninguém de graça, mas sempre como um bem arrendado temporariamente.
Lucrécio (c. 94-55 a.C.)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A promessa

Um ano novo cheio de novas promessas, das quais a maioria fica sempre por cumprir... para alguns a vontade de deixar definitivamente de fumar; para outros a jura de passarem a fazer ginástica regularmente; para alguns outros a convicção de que é desta que vão finalmente viajar e usufruirem daquele fim-de-semana especial há tanto tempo adiado, etc...
São inumeras as ideias que todos nós tentamos pôr em prática a cada novo ano. Mas não nos devemos preocupar demasiado. Afinal, se conseguirmos agora em 2008 mudar apenas um (UM SÓ) hábito nocivo que temos e "arrancá-lo" para sempre das nossas vidas, já estaremos a evoluir ... e certamente em 2009 será mais fácil cumprir uma outra nova promessa. Por isso, desejo um bom ano a todos nós!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Cúmplices - Canção de Mafalda Veiga

"A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nós
inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto
Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor.
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Trocamos as palavras mais escondidas
Só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
ou talvez só até amanhecer.
Fica tão fácil entregar a alma
a quem nos traga um sopro de deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto.
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sózinho.
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sózinho."

Letra da Canção Cúmplices, de Mafalda Veiga

A profecia celestina I - Livro de James Redfield

Livro que é mundialmente conhecido, e incontornável para o arranque da Era Aquário, pela sua relação privilegiada com a vida espiritual e a ponte que faz, de uma forma acessível para todos, entre a nossa experiência quotidiana e a dimensão sagrada do Universo. James Redfield escreveu mais de dez livros, sendo o mais célebre, A Profecia Celestina, que se tornou rapidamente num livro de culto para todos aqueles que se começam a interessar pelas diversas questões espirituais e metafísicas.
Livro A profecia celestina, de James Redfield, Editorial Notícias
http://www.celestinevision.com

domingo, 2 de dezembro de 2007

O casamento - segundo Elizabeth C. Prophet

"Nem todos os amores lindos e que enchem a alma são de chamas gémeas. Há também o amor de almas afins, muito chegadas e aparentadas. Uma alma afim é diferente de uma chama gémea. As almas afins vêm juntas porque estão a trabalhar para resolverem o mesmo tipo de karma e desenvolverem as energias do mesmo chakra (os chakras são centros espirituais no nosso interior que governam o fluxo de energia e representam diferentes níveis de consciência). Assim, as almas afins sentem uma atracção que é baseada no trabalho sagrado e na via do autodomínio. Uma alma afim é como o eco de si próprio na Matéria, trabalhando na mesma tarefa para realizar uma obra de Deus.
Maria e José, os pais de Jesus, foram almas afins que partilharam a responsabilidade de alimentar o Cristo que havia no seu filho. As suas duas chamas gémeas encontravam-se em reinos superiores de luz, providenciando o equilíbrio para a sua missão. Muitas pessoas da actualidade, que ainda se encontram a equilibrar karma, mas que estão numa via espiritual, acabam por serem atraídas para as suas almas afins, para a realização de um dharma partilhado ou de uma missão sagrada em comum.
Casamento Kármico: além das chamas gémeas e das almas afins, vê-se frequentemente uma terceira relação matrimonial - o casamento kármico. Aqui, os dois indivíduos são atraídos um para o outro para equilibrarem um karma mútuo. Estes casamentos são muitas vezes difíceis, mas são importantes para se alcançar a mestria no caminho espiritual. Marido e mulher adquirem, igualmente, bom karma, por criarem e educarem os seus filhos. Alguns desses casamentos podem proporcionar a oportunidade de remissão de crimes graves como assassínio, traição ou ódio exacerbado. Geralmente, a única forma de podermos ultrapassar o registo desse ódio é por meio do amor intenso manifestado através da relação marido-mulher. Deus abençoou a instituição humana do casamento como uma oportunidade de dois indivíduos desenvolverem a integridade pelo intercâmbio das suas polaridades Alfa-Ómega. " do Livro Almas Afins e Chamas Gémeas, de Elizabeth Clare Prophet, Editorial Estampa
http://www.tsl.org/

A busca da chama gémea - segundo Elizabeth C. Prophet

"É agora a altura - no fim deste ciclo da história e ao entrarmos na era de Aquário - de as pessoas de luz que se encontram numa via espiritual terem de aprender a entrarem em contacto com as suas chamas gémeas. Essa busca é instigada pelo nosso Eu Superior, mas inadequadamente compreendida ao nível físico. Muitas vezes, quando as pessoas ficam a saber que partilham uma missão única com a sua chama gémea, começam a procurar fisicamente essa alma única e especial, ao invés de buscarem dentro de si a unicidade. Isso é sempre um desvio no caminho da libertação da alma. A nossa relação com Deus e com o nosso Eu Superior é que é a chave para descobrirmos e nos tornarmos unos com a nossa chama gémea. A lei cósmica exige que definamos primeiro a nossa identidade em Deus, antes de podermos libertar completamente o potencial espiritual conjunto das nossas chamas gémeas. (...) Em última instância, todos e cada um de nós devemos aprender a transformar os padrões negativos, o metal básico do ego humano, no ouro do nosso Eu Real (ou Eu Divino). Chama-se a isto o casamento alquímico - o casamento da nossa alma, do aspecto feminino do nosso ser com o «Cordeiro» que é o eu espiritual real e permanente, o aspecto masculino.
O amor deste adorado Cristo Pessoal (isto é, daquela parte de nós que mantém um contacto constante com a Fonte - a presença do Eu Sou) é um amor incomparável. É por esse Amado que os santos do Ocidente e do Oriente deram tudo de si próprios." do Livro Almas Afins e Chamas Gémeas, de Elizabeth Clare Prophet, Editorial Estampa

Almas gémeas e afins - segundo Elizabeth C. Prophet

"Cada um de nós tem uma alma afim ou uma chama gémea, que foi criada connosco no princípio. Deus criou-o e à sua chama gémea a partir de um «corpo de fogo branco» único. Separou esse ovóide de fogo branco em duas esferas de ser - uma com polaridade masculina e a outra com polaridade feminina, mas, cada uma delas, com a mesma origem espiritual e o mesmo padrão de identidade único. Há muitos éons, o leitor e a sua chama gémea compareceram perante Deus Pai-Mãe e ofereceram-se voluntariamente para descerem aos planos da matéria, para trazerem o amor de Deus à Terra. O plano original era passarem por uma série de reencarnações, tanto em corpos masculinos como em corpos femininos, enquanto cada metade do Todo Divino aprendia a ser instrumento de Deus Pai-Mãe. No início a nossa vida na Terra era venturosa e todos nós podíamos ter continuado a partilhar a beleza da relação de amantes cósmicos com a nossa chama gémea ao longo de muitas reencarnações, se tivéssemos permanecido em harmonia um com o outro e com Deus. Mas caímos do estado de perfeição ao fazermos mau uso da luz de Deus. É este o significado real da história do Jardim do Éden. (...) Cada encarnação em separado da nossa chama gémea foi passada ou a gerar karma negativo ou a equilibrar algum do karma que se interpunha no caminho da nossa reunião. Por vezes assumíamos vários relacionamentos com a nossa chama gémea - marido/mulher, mãe/filho, pai/filha e irmã/irmão - para podermos desenredar os fios de energia negativa que tínhamos urdido no nosso subconsciente, pelo uso errado do nosso livre-arbítrio." do Livro Almas Afins e Chamas Gémeas, de Elizabeth Clare Prophet, Editorial Estampa

A beleza das coisas

"Não existe nada na Terra com tanta curiosidade pela beleza ou tão absorvido por ela como a alma."
Wassily Kandisnky

O Amor

"Todo o universo provém do amor, e é para ele que tudo regressa. Porquanto todos os seres provêm da alegria, pela alegria vivem e para a alegria voltarão."
Upanishad Taittiriya

O Reiki

"Reiki é uma palavra japonesa que pode ser traduzida por força universal da vida ou por energia universalmente conduzida. É um sistema de tratamento bastante simples que consiste na colocação das mãos por cima ou directamente sobre uma pessoa, animal ou planta, com a intenção de canalizar reiki. (...) Apesar do Reiki ser praticado há milhares de anos, foi redescoberto no século XIX pelo Dr. Mikao Usui, no Japão. (...) O Reiki trata aos níveis físico, mental e espiritual e mantém a capacidade natural do corpo para se tratar a si mesmo. O calor característico do Reiki pode frequentemente ser sentido físicamente até à distância de 10 cm. O Reiki é uma forma de tratamento diferente de todas as outras, aliviando diferentes problemas e traumas de forma muito suave. É não sectário, praticado por pessoas de diferentes religiões e culturas." do Livro A Cura pelo Reiki, de Carmen Fernandez, Editorial Estampa.

O Bom Combate - segundo Paulo Coelho

"O Inimigo é uma parcela de Ágape (o Amor-que-Devora) e está ali para testar a nossa mão, a nossa vontade, o manejo da espada. Foi posto nas nossas vidas - e nós na dele - com um propósito. Esse propósito tem que ser satisfeito. Por isso, fugir da luta, é o pior que nos pode acontecer. É pior do que perder a luta, porque na derrota sempre podemos aprender alguma coisa, mas na fuga, tudo o que conseguimos é declarar a vitória do nosso Inimigo. (...) O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, na nossa existência, vemos os nossos sonhos desfeitos e os nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar a sonhar, senão a nossa alma morre e a Ágape não penetra nela. (...) O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede. Nas épocas heróicas, no tempo dos cavaleiros andantes, isso era fácil. Havia muita terra para conquistar e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou muito e o Bom Combate foi transferido para dentro de nós mesmos. O Bom Combate é aquele que é travado em nome dos nossos sonhos. Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor - na juventude - nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, aprendemos a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disso voltamo-nos contra nós próprios, e combatêmo-nos a nós mesmos, e passamos a ser o nosso pior inimigo. Dizemos que os nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto do nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos os nossos sonhos porque temos medo de travar o Bom Combate." do Livro Diário de um Mago, de Paulo Coelho.
http://www.paulocoelho.com/port/index.html

Os diversos tipos de amor: Eros, Philos e Ágape - segundo Paulo Coelho

"Apesar de ser bom ou de ser mau, a face de Eros nunca é a mesma em cada pessoa. (...) E ninguém pode escapar a Eros. Todos têm necessidade da sua presença - apesar de muitas vezes Eros fazer com que nos sintamos distantes do mundo, fechados na nossa solidão. (...)

Philos é o Amor sob a forma de Amizade. É aquilo que eu sinto por ti e pelos outros. Quando a chama de Eros não consegue já brilhar, é Philos que mantém os casais juntos. (...)

Ágape está em Eros e em Philos. (...) Ágape é o Amor-que-Devora. (...) Todos nós corremos em busca de Eros e quando Eros se quer transformar em Philos, achamos que o Amor é inútil. Sem perceber que Philos é que nos conduzirá até à forma do amor maior, Ágape. (...) Ágape é o amor total, o Amor-que-Devora quem o experimenta. Quem conhece e experimenta Ágape, vê que nada mais neste mundo tem importância, apenas amar. Este foi o amor que Jesus sentiu pela humanidade, e foi tão grande que sacudiu as estrelas e mudou o curso da história do homem. A sua vida individual conseguiu fazer o que reis, exércitos e impérios não conseguiram. Durante os milénios da história da Civilização, muitas pessoas foram tomadas por este Amor-que-Devora. Elas tinham tanto para dar - e o mundo exigia tão pouco - que foram obrigadas a procurar os desertos e os lugares isolados, porque o Amor era tão grande que as transfigurava. Tornaram-se nos santos e nos sábios que hoje conhecemos." do Livro Diário de um Mago, de Paulo Coelho.

Violetas na Janela

Relatos do Espírito Patrícia que desencarnou com dezanove anos e transmitiu as suas experiências no mundo espiritual à Médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho: "Dei um longo suspiro, senti-me livre e pensei: «se pudesse, voaria, a sensação de liberdade é muito forte».
- Avó não posso ir voando? Parece que posso voar.
- Patrícia, poderá voar quando aprender a volitar. Quando encarnada, você se desprendia do corpo enquanto dormia e volitava. Você sabe, irá recordar. Ensiná-la-ei outro dia.
Por algumas vezes, inspirei o ar com força. É delicioso respirar o ar puro, perfumado e leve.
- Avó, não é estranho estar respirando? Como disse, logo estarei voando. Mas ao mesmo tempo, respiro, sinto o meu coração a bater.
- Não é tão estranho assim. Nós, desencarnados, estamos revestidos pelo perispirito. Nosso espírito, nosso eu, ainda veste essa roupagem. Ele é formado por fluídos mentais que, às vezes, são confundidos com o corpo carnal. Respirar é uma das últimas necessidades que dominaremos. Como a impressão do corpo ainda é forte, só com conhecimento vamos deixando-a e, então, aprenderemos a viver com o perispírito. Nosso corpo agora é leve e podemos, pela vontade, locomovê-lo rapidamente". do Livro Violetas na Janela, da médium Vera L. M. de Carvalho.
http://www.feig.org.br/literatura/eventoveralucia.htm

As ideias mais simples

Engraçado como as religiões na Terra são tão diferentes! Os diversos crentes proclamam as suas como sendo as mais sábias, as que têm os ensinamentos mais verdadeiros, as únicas possíveis de conduzirem ao tão sonhado e aguardado Paraíso. Até os bombistas suicidas cometem aqueles actos terroristas na esperança de o alcançarem... No entanto, todas as religiões se tocam nas ideias mais simples. Por exemplo, a ideia do Bem e a ideia do Mal. A crença num lugar ideal, onde despimos todos os pecados carnais. O pensamento da existência de um Deus é universal, dão-lhe apenas várias denominações. Talvez as ideias mais simples sejam justamente as mais acertadas. Como a ideia de que o Amor, a Amizade, a Entre-ajuda nos permitem atingir a valorização pessoal e o retorno desse bem.

A Reencarnação - segundo o Livro O Nosso Lar

O Nosso Lar é um livro da safra espírita que é justamente considerado um dos dez melhores livros espíritas publicados no século XX.
Relata as experiências vividas, após a morte física de um médico brasileiro, no Mundo Espiritual, e as suas observações que foram transmitidas ao médium Francisco C. Xavier (este livro foi originalmente publicado nos anos quarenta, em plena Segunda Gerra Mundial). Esse homem morre mas não alcança o imaginado céu, em vez disso passa por duras provas até que ascende a um espaço onde coabitam outros espíritos um pouco mais esclarecidos:
..."Lísias, o companheiro amável de todos os dias, não regateava explicações.
- A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia. Todo o processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a principios de desenvolvimento natural e hierarquia justa.
Preocupava-me, todavia, permanecer ali, num parque da saúde, havia muitas semanas, sem a visita sequer de um conhecido do mundo. Afinal, não fora eu a única pessoa do meu círculo a decifrar o enigma da sepultura. Meus pais me haviam antecipado na grande jornada. Amigos meus, noutro tempo, me haviam precedido. Por que, então, não apareciam naquele quarto de enfermidade espiritual, para conforto do meu coração dolorido? Bastariam alguns momentos de consolação.
Um dia, não pude conter-me e perguntei ao solícito visitador:
- Meu caro Lísias, acha possível aqui, o encontro com aqueles que nos antecederam na morte do corpo físico?
- Como não? Pensa que está esquecido?!...
- Sim. Porque não me visitam? Na Terra, sempre contei com a abnegação maternal. Minha mãe , entretanto, até agora não deu sinal de vida. Meu pai, igualmente, fez a grande viagem, três anos antes do meu trespasse.
- Pois note - esclareceu Lísias -, sua mãe o tem ajudado dia e noite, desde a crise que antecipou sua vinda. Quando se acamou para abandonar o casulo terrestre, duplicou-se o interesse maternal a seu respeito. Talvez não saiba ainda que sua permanência nas esferas inferiores durou mais de oito anos consecutivos. Ela jamais desanimou. Intercedeu, muitas vezes, em "Nosso Lar", a seu favor. Rogou os bons oficios de Clarêncio, que começou a visitá-lo frequentemente, até que o médico da Terra, vaidoso, se afastasse um tanto, a fim de surgir o filho dos Céus. Compreendeu?
Eu tinha os olhos húmidos. Ignorava o número de anos que me distanciavam da gleba terrestre. Desejei conhecer os processos de protecção imperceptível, mas não consegui. Minhas cordas vocais estavam entorpecidas, com o nó de lágrimas represadas no coração.
- No dia em que você orou com tanta alma - prosseguiu o enfermeiro visitador -, quando compreendeu que tudo no Universo pertence ao Pai Sublime, seu pranto era diferente. Não sabe que há chuvas que destroem e chuvas que criam? Lágrimas há também, assim. É lógico que o Senhor não espera por nossas rogativas para nos amar; no entanto, é imdispensável nos colocarmos em determinada posição receptiva, a fim de compreender-lhe a infinita bondade. Um espelho enfuscado não reflecte a luz. Desse modo, o Pai não precisa das nossas penitências, mas convenhamos que as penitências prestam óptimos serviços a nós mesmos. Entendeu? Clarêncio não teve dificuldade em localizá-lo, atendendo aos apelos de sua generosa progenitora da Terra, você, porém, demorou muito a encontrar Clarêncio. E quando sua mãezinha soube que o filho tinha rasgado os céus escuros com o auxílio da oração, chorou de alegria, segundo me contaram...".
Excerto do Livro O Nosso Lar, de Francisco Cândico Xavier
http://www.chicoxavieruberaba.com.br/biografia.html

A Reencarnação e o Cristianismo II - segundo Elizabeth C. Prophet

"No Livro de Tomé dos gnósticos, escrito provavelmente em finais do século II, Jesus ensina que, depois da morte, alguns continuam a consumir-se «na sua preocupação com a vida e serão de novo trazidos para o reino visível». Quase no fim desta obra, Jesus afirma «vigiai e orai para poderdes não nascer na carne, mas para poderdes deixar o cativeiro amargo desta vida.» Por outras palavras, orai para não renascerdes na terra, mas para retornardes aos reinos superiores. (...) Entre os séculos III e VI, as autoridades da Igreja e do Estado rejeitaram, gradualmente, os cristãos que acreditavam na reencarnação, banindo e, por fim, destruindo os seus manuscritos. De tempos a tempos, a crença na reencarnação ressurgiu obstinadamente.
(...) Na Polónia do século XIX, por exemplo, o arcebispo católico Monsenhor Passavalli (1820-97), inseriu a reencarnação na sua fé a abraçou-a abertamente. Influenciou outros sacerdotes polacos e italianos, que também adoptaram a reencarnação (vide Livro Pre-Existence and Reincarnation, de W. Lutoslawski, 1928)." do Livro Karma e Reencarnação, de Elizabeth Clare Prophet.

A Reencarnação e o Cristianismo I - segundo Elizabeth C. Prophet

"Podemos ser Cristãos e, ainda assim, acreditar na Reencarnação? Hoje em dia, a maioria das denominações cristãs responderia não a esta pergunta. Mas não no século II. A Cristandade primitiva era extremamente diversificada. Durante os primeiros três séculos desta nova religião, a comunidade cristã era composta de numerosas seitas, incluindo muitos grupos agora conhecidos colectivamente por Gnósticos. Os gnósticos reclamavam possuir um conhecimento superior que lhes fora secretamente transmitido por Jesus através dos seus discípulos mais próximos. Mesmo entre os gnósticos, havia diferenças nas crenças e nas práticas. Alguns eram estritamente ascéticos. Outros foram acusados de serem moralmente licenciosos. Alguns eram celibatários, outros não. Mas partilhavam algumas crenças comuns. Acreditavam que o caminho para a salvação não era, simplesmente, através da fé, como proclamava o contingente ortodoxo emergente, mas através da gnose - uma palavra grega que significa «conhecimento» ou «familiaridade».Os gnósticos enfatizavam o conhecimento e a experiência pessoais do Divino. Acreditavam que a busca do autoconhecimento levava à reintegração com o Eu divino, que é a essência da nossa identidade. Para os gnósticos, o Karma e a Reencarnação criavam o contexto para essa união mística". do Livro Karma e Reencarnação, de Elizabeth Clare Prophet

Vidas passadas

"Cada alma ... vem a este mundo fortalecida pelas vitórias ou enfraquecida pelas derrotas da sua vida anterior". ORÍGENES, Patriarca da Igreja de Alexandria.

Uma maravilhosa experiência de vida

Impressionou-me muito um livro que li há tempos, não o consigo encontrar, mas é uma experiência de vida fascinante, contada por dois jornalistas americanos: é sobre a vida da Irmã Antónia, antiga mãe de família e socialite da Califórnia que abandonou tudo por uma vida de clausura dentro das grades de uma prisão no México, a praticar a caridade de Jesus junto dos presos mais perigosos desse país. Como é que uma pessoa consegue ter tal chamamento de fé, que a faça despojar-se voluntariamente de todo o conforto e prescindir de bom grado de todas as «almofadas» que apoiam a nossa existência quotidiana? Uma vida absolutamente mágica que, com o seu exemplo de Amor e Perdão, conseguiu que muitos desses criminosos se «regenerassem» mais facilmente do que se tivessem sofrido as piores torturas e castigos existentes. A mensagem do Amor é e continuará a ser sempre moderna, imprescindível para a construção de um novo mundo e para o despertar de uma consciência mais humana.

A porta para o Mundo Divino pode ser aberta por qualquer um de nós

Nunca tiveram ciclos cruciais na vossa vida que vos fizeram percepcionar, pela primeira vez, vislumbres de caminhos inesperados, direcções fascinantes, ideias revolucionárias? Momentos que abriram portas para outras realidades ? Deixem os vossos comentários, no Blog Mundo Divino, com essas e outras experiências de vida. São bem vindos! O diálogo e a troca de ideias enriquecem sempre a nossa consciência em relação a Nós, a Eu e ao Outro.

A reencarnação - segundo Elizabeth Clare Prophet

O que diz Elisabeth C. P.: " A palavra Karma já entrou na linguagem corrente. Mas nem toda a gente entende o que realmente significa Karma, porque é importante e como lidar com ele. Pense nos talentos com que nasceu e nas coisas boas que lhe aconteceram na vida. Agora pense nas chamadas limitações e nos desafios que têm surgido no seu caminho. Ambos têm a ver com o seu Karma. O Karma diz-nos simplesmente, que o que nos acontece no presente é o resultado de causas que nós próprios pusémos em movimento no passado - há dez minutos ou há dez vidas atrás. Todos nós crescemos a aprender sobre o karma. Só não lhe chamávamos assim. em vez disso, ouvíamos: Cada um colhe aquilo que semeia. Para cada acção há uma reacção igual e oposta. O amor que se recebe é igual ao amor que se dá. Na essência, o Karma diz-nos que o que quer que façamos voltará, em círculo, para a nossa porta (...).
O Karma e a Reencarnação andam de mãos dadas. Enquanto Karma significa contabilidade e pagamento, a Reencarnação é, simplesmente, outra palavra para oportunidade. A Reencarnação proporciona-nos outra oportunidade de resolvermos as dívidas Kármicas que contraímos para com os outros e de colhermos as bençãos que enviámos."
"O Karma e a reencarnação dizem-nos que a nossa alma, seguindo os padrões da natureza, faz a sua jornada ao longo de uma senda de nascimento, maturação, morte e, depois, a oportunidade renovada de renascer. Dizem-nos que fazemos parte de uma corrente de consciência em movimento e que, através de muitas experiências de vida, a nossa alma está a evoluir."

Deepak Chopra: uma mente esclarecida na Era Aquarius

O que diz Deepak Chopra: "Todas as frequências da natureza existem em simultâneo, no entanto experienciamos apenas aquilo que vemos. É natural temermos o que não vemos, e um vez que a morte faz desaparecer as pessoas, reagimos com medo.(...) Planos diferentes de existência representam frequências diferentes de consciência. O mundo da matéria física é apenas uma expressão de uma determinada frequência. (...) Assim como existem planos diferentes de coisas materiais, também existem planos espirituais diferentes, um conceito escandaloso para os piedosos irmãos católicos irlandeses na sua maioria, que foram meus professores na escola. Para eles, o único espírito era o Espírito Santo que habitava o céu. Nós, crianças, éramos suficientemente astutas para não discordar, contudo no nosso cosmos fazia todo o sentido que se a Terra era um mundo espiritual denso, devia haver planos espirituais superiores, a que chamávamos Lokas, que nos círculos místicos ocidentais se tornaram conhecidos como «planos astrais». Existe um número quase infinito de planos astrais, divididos por um plano astral superior e um inferior, e mesmo os inferiores vibram a uma frequência superior à do mundo material.
Há muito tempo que o ocidente desistiu de ouvir a música das esferas, mas na Índia acreditamos que uma pessoa com uma consciência altamente sintonizada pode recolher-se e ouvir realmente a vibração de vários planos superiores. pode ver, ouvir, tocar, saborear e cheirar nesses planos, tal como nós fazemos em sonhos, graças aos cinco sentidos subtis, ou Tanmatras. São mais fluidos que os cinco sentidos imperfeitos que reagem a objectos exteriores; os cinco Tanmatras reagem à mente. No plano astral pode ver o seu próprio corpo, por exemplo. (...) . Nos planos astrais inferiores encontramos fenómenos paranormais, clarividência, telepatia e outros refinamentos dos cinco sentidos imperfeitos, bem como fantasmas, aparições de almas incorpóreas e outros espíritos que, por uma razão ou outra, estão «encalhados». Em criança, tinha a certeza de que quando um gato ou um cão ficavam parados a farejar o ar, viam qualquer coisa que eu não era capaz."
http://www.chopra.com/

Deepak Chopra e a morte física

Chopra escreve: "Na minha infância, o mais mágico era a transformação. A morte em si era vista como uma breve paragem numa viagem interminável da alma que podia transformar um mendigo em rei e vice-versa. A possibilidade de vidas infinitas se prolongarem para a frente e para trás era ainda mais cativante por cada alma poder percorrer centenas de céus e de infernos (...) Uma gota de chuva transforma-se em vapor, que passa a fazer parte de uma nuvem e cai em forma de chuva entranhando-se profundamente no solo, reemergindo como uma nascente borbulhante que se transforma num regato, depois num rio, que flui para o mar. Podemos dizer que a gota de água morreu? Em cada estado, é a mesma gota de água numa expressão diferente. A ideia de que tenho um corpo fixo trancado no espaço e no tempo é claramente uma miragem se as gotas de água do meu corpo tivessem sido oceano, nuvem, rio ou regato na véspera. Continuo a recordar este facto quando os grilhões da vida quotidiana se tornam demasiado apertados".
E também afirma: "Nas religiões ocidentais tradicionais, a outra vida é encarada como um lugar que existe no espaço e no tempo. O céu, o inferno, o purgatório ou qualquer outro domínio da outra vida residem numa região distante qualquer, para lá do nosso mundo quotidiano. Na Índia da minha infância, a outra vida não era um local físico, mas um estado de consciência, um plano de existência entre os muitos milhões nos quais o cosmo celebra a sua existência."